Todos de olhos na rua se perguntam quem é aquele homem que
vem pela rua? Embora não se saiba quem ele realmente seja, uma coisa seus expectadores
notaram de pronto: é uma leproso! E por não ter tratamento para sua doença, nossa
cultura diz que ele deve se manter afastado da população, pois não é certo
colocar em risco a saúde dos nossos filhos e de nossa gente, também nossa lei
diz que se ele não voltar imediatamente para a cidade de refúgio, onde estão
vivendo todos os leprosos, ele deve ser morto.
Mas fico pensando: Ah, se eles soubessem o que passo! Tenho minha
esposa, filhos, meus pais e amigos que moram nesta cidade, também nasceram
aqui, não quero que ninguém pegue minha doença. Porque não entendem minha dor,
como vivo solitário e na cidade de refúgio onde
só vivem leprosos e me sinto muito desencorajado, para todos os lados
que olho alguém está apodrecendo vivo. Vim para vê pessoas sadias que me
inspirem a vencer e se tornem minhas referencias da esperança que tenho no meu
coração de que posso ser curado e ficar tão bem quanto estes que vejo sorrindo
a cada pedaço de chão que percorro. Assim percorro minha caminhada de cabeça baixa,
mas sinto que um dia vou levantar minha cabeça e abraço a todos os que hoje me
repelem.
Alguém se apressa a sair de sua casa como que num instinto natural
de proteção da espécie e ainda a alguns metros de distancia grita: Volte para a
cidade de refúgio rapaz! Não seja egoísta em pensar só em você! Não ponha em
risco a saúde dos outros, ou você não pensa?! E por perceber que o desejo do homem que grita
são nobres e sinceros (pois dentro de suas limitações tudo o que pode fazer de
fato é proteger quem ainda estava bem, zelando pela sua integridade física),
uma multidão sai ao encontro do homem leproso no propósito de fazê-lo voltar
para a cidade de refugio onde tanto ele doente quanto a população saudável podiam
vivem em plena segurança, cada um dentro de seus limites.
O leproso levanta ainda a cabeça pela primeira vez, trêmulo
preocupado e tomado de assombro quando viu aquela multidão cada vez mais
crescente vindo ao seu encontro. Sem nenhuma ideia de como aquilo tudo terminaria!
Mais surpreso ficou quando viu a multidão parar tão rápido como um piscar de
olhos, ficou como quem estava sonhando sem nada entender, pois não sabia ele se
ainda vivia ou se já havia morrido, se perguntou: Ora, o que fez eles pararem e
ficarem como eu estava a segundo atrás?! De repente, o doente percebeu que
alguém mais brilhante que a luz do sol apareceu naquela hora e lhe
disse: “Não temas, eu sou contigo, ninguém ousará te fazer mal algum. Eu ouvi
as tuas orações e vim ao teu encontro para te dizer: Eu quero que você fique
limpo dessa enfermidade e livre de seu sofrimento”.
- Quem é você Senhor? Interrogou o que fora doente, e a
resposta divina foi: “EU SOU o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo,
Filho vá para sua casa e volte para os seus e conta-lhe tudo o que eu te fiz e
como tive misericórdia de você”. - Senhor como posso me tornar um leal seguidor
seu?! Ao que lhe disse a resposta divina: “Se com a tua boca confessares a mim
como Senhor e em teu coração” você crer e obedecer a mim, você será salvo. Há mais de dois mil anos atrás eu e João Batista cumprimos a justiça do Pai que
está no céu em nossas vidas terrenas. Vá você e faça o mesmo.
Francisco Santos
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